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sábado, 30 de julho de 2011

Coletor menstrual e minha nova vida de mulher satisfeita!

Esse mês de julho eu comecei a usar o meu coletor menstrual, que foi comprado mesmo com toda a campanha contra que a minha ginecologista fez. Comprei no site do MeLuna, foi entregue muito rapidinho e eu só precisei esperar a menstruação para começar a usá-lo.
Qual o motivo para tanto alarde sobre o coletor? Bem, ele é econômico, prático, não tem a possibilidade de dar alergia como os absorventes internos e não dá assadura como os absorventes externos. Não fui atrás dele por nenhum desses motivos, eu pensei em começar a usá-lo graças a minha culpa de fazer mal ao meio ambiente, sempre quis uma alternativa de absorvente para trocar pelos descartáveis, mas nunca tive coragem de assumir o absorvente de pano, seria desconfortável. E ficava nessa entre meu conforto e minha culpa sem saber o que fazer, até as meninas do blogueiras feministas me mostrarem as maravilhas do coletor menstrual.
Contarei para vocês como foi minha primeira experiência com ele, para vocês ficarem mais a vontade de encomendar um o mais rápido possível.
Eu fiz a experiência de colocá-lo antes dos dias de menstruação, lógico, né? Mas não tive certeza se ele estava bem encaixado, afinal, todo mundo dizia que precisava fazer barulho para ver que o vácuo tá funcionando e não fazia barulho. Mas decidi deixar pra ver como funcionaria quando estivesse menstruada.
E então, chegou o primeiro dia de menstruação, estava eu, fora de casa, carregando o coletor comigo como carrego minha escova de dentes. Ela chegou, eu o coloquei, não ouvi o barulhinho do vácuo, mas... Ele não vazou! Outra coisa maravilhosa foi ver que eu consigo tirar com tranquilidade, apenas com o movimento muscular, sem problema algum. E eu comprei o maior que tinha, por medo do meu fluxo, mas, mesmo assim, ele não incomoda, parece que não estou usando nada.
Tente fazer um pequeno bem ao nosso planeta e ao seu bolso, aposentando os absorventes descartáveis e trocando-os por um coletor menstrual. (lembrando que ele custa 70,00 em média e dura de 5 a 10 anos!)
Mais informações sobre coletores menstruais:
Blogueiras Feministas - Tira Dúvidas: Coletores Menstruais
Foi feito pra isso - O coletor menstrual – ou pequenos desastres (um post engraçado sobre coletor menstrual!)
Aquela Deborah - Coletor menstrual

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Muito mais que um contraceptivo

Dia 28 de maio é o Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher e, apesar da correria com a monografia, decidi participar da blogagem coletiva do Blogueiras Feministas.
Não vou falar sobre nada novo, camisinha é o assunto mais lugar comum quando se fala de saúde sexual feminina. E o que mais me intriga é saber que ainda existem mulheres que não as usam com seus parceiros fixos. Algumas dizem não usar pois usam outro método contraceptivo e outras porque confiam no parceiro. Independente do motivo, acredito que a camisinha tá muito além de confiança ou contracepção.
O uso da camisinha é questão de saúde, não usá-la pode levar a mulher a pegar alguma DST, dentre elas a aids. Sei que é chover no molhado, mas qualquer outro método contraceptivo não te protege dessas DSTs. E sabemos que, por mais que a gente confie em nossos parceiros, deslizes podem sim acontecer. E isso não faz deles menos confiáveis, apenas prova que são humanos. Em outra hipótese, esse seu parceiro, muito fiel a você, pode ter o vírus HIV em seu corpo sem ele se manifestar e te passar sem nem saber, afinal, seu parceiro teve um passado antes de te conhecer. Outro motivo é simples, ele pode pegar uma micose, de piscina, praia ou sei lá, e te passar e vocês ficarem um reinfectando o outro. Não tem muito como fugir, o uso da camisinha é necessária em qualquer relacionamento.
campanha do carnaval de 2009
De acordo com o site Mulheres contra DST e Aids, 50% das pessoas infectadas pelo vírus HIV no mundo são mulheres e a população feminina infectada pelo vírus está crescendo na América Latina, com aproximadamente 550 mil mulheres. E, independente de campanhas, as mulheres continuam não usando camisinhas e se infectando com seus parceiros fixos.
O sexo seguro não é necessário só em one night stand, a camisinha precisa ser usada em namoros longos e casamentos. Em 2009, a campanha do governo sobre o uso de preservativos no carnaval, foi direcionada a mulheres de 50 anos ou mais, graças ao aumento de mulheres nessa idade a se infectar com o vírus. E sabemos que a maioria das mulheres nessa idade tem relacionamentos fixos ou são casadas. De acordo com o site, as mulheres nessa idade não têm muita voz para pedir a camisinha para o seu parceiro e conseguir fazer essa mulher ter voz para pedir e não aceitar transar sem a camisinha:


Mas, ao falar sobre isso, abordamos muito mais que simplesmente a vontade da mulher. Abordamos também a falta de coragem dessa mulher de pedir ao seu companheiro para colocar a camisinha, uma mulher ainda submissa ao homem. E essa submissão chega a tal ponto dela não conseguir exigir sua própria proteção durante o sexo. E o que mais além disso ela não exige de seu parceiro? No que mais ela é submissa ao seu marido?
Queria mesmo terminar esse texto com alguma frase de efeito legal que combinasse com o que escrevi, mas não tenho muito o que dizer. Esse post é apenas uma reflexão rápida sobre a submissão da mulher em relação ao seu companheiro, deixando-o decidir tudo por ela, sem direito a opinião própria.


Links de outros posts da blogagem coletiva:


Veja mais links no post do Blogueiras Feministas - 28 de maio - dia internacional pela luta da saúde da mulher
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