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sábado, 30 de abril de 2011

Sábado, dia de relax!

Hoje não tem post grande, afinal vou jogar RPG!
Sinto saudades da época em que eu jogava RPG e card game do L5R direto, na faculdade. Voltando mais no tempo, tenho saudade de quando fazia cursinho, jogava magic nos intervalos e no fim das aulas!
Momento de saudades dos amigos daquela época, dos bons e dos ruins, até das pessoas que não quero mais por perto, naquela época tinha poucas preocupações, pouco estresse e era muito mais alegre e leve!
E esse A-ha aqui como música de fundo da minha escrita me deixa mais saudosa!
Hoje é o dia da saudade: dia de matar saudade de uma amiga que tá morando longe, dia da matar saudade de jogar RPG, dia de sentir saudade de outra amiga que tá morando longe e que jogava RPG comigo há muitos anos atrás e de sentir saudade do meu namorado (bem, todo dia é dia de sentir saudade do João)!

E pro "não-post" de hoje, deixo uma música do A-ha que eu adoro!

A-Ha - Manhattan Skyline

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Camille Claudel, uma artista a sombra de seu amante

Camille Claudel, mais conhecida como amante de Auguste Rodin, era uma escultora com trabalhos maravilhosos, desde muito nova, demonstrava seu brilhante talento. Apesar disso, graças ao machismo da época, viveu a sombra de seu amante, trabalhando por muito tempo como sua ajudante. Sua invisibilidade aconteceu graças ao machismo da sociedade artística (que também existe hoje em dia) do século XIX.
Camille era uma mulher diferente das demais mulheres de sua época, ela desejava seguir sua carreira e, por sorte, tinha o apoio de seu pai, que levou a família pra Paris para que sua filha pudesse estudar escultura e crescesse como artista. Quando conheceu Rodin, ela não era conhecida, estava começando seu trabalho, Rodin, apesar do contrato para esculpir as Portas do Inferno e Os Burgueses de Calais, ainda era mal visto pelos criticos daquela época.
Camille foi convidada para trabalhar com Rodin, e com o tempo eles começaram a ter um relacionamento amoroso. Os dois viveram por muito tempo como amantes e isso trouxe influência de um no trabalho do outro. Camille e Rodin se mudam para o “retiro pagão”, uma casa alugada pelo escultor para os dois viverem. Nessa época, Camille começa a produzir trabalhos como Sakundala e os bustos de Paul e Rodin, vistos muito bem pela crítica. Apesar disso, a sociedade continuava a condená-la, por ser mulher e, para piorar, amante de um homem casado, isso a impediu de concorrer a concursos de obras públicas. A escultora engravida de Rodin, que a manda para o interior nessa época, ela acaba perdendo o filho. Seu irmão a considera impura e suja após esse aborto.
Depois desse aborto, Camille rompe o romance e começa a trabalhar em um ateliê próprio, negando qualquer influência do escultor e ex-amante, a escultora tenta conseguir encomendas sem a ajuda de Rodin. Nessa mesma época, Camille começa a beber, chegando a expor, mas nunca aparece em suas exposições, dizendo que está muito acabada para se expor. Camille se corresponde com Eugène Blot, dono de uma galeria que seus trabalhos eram vinculados, contando a necessidade de dinheiro e a dificuldade de conseguir encomendas por ser mulher.
Os vizinhos ouvem a escultora o tempo todo gritar “o canalha do Rodin”, Camille passa a detestar o mundo artístico, acreditando que todos são parte do grupo de Rodin. Ela acredita que seus trabalhos e desenhos seriam roubados, executados, dando sucesso a outra pessoa e excluindo seu nome de vez do meio artístico.
Camille passa a acreditar que está sendo perseguida por Rodin e não muda de opinião até sua morte, ela começa a delirar, acreditando que conhecidos do escultor estão tentando entrar em sua casa. A partir daí, todo ano no mês de julho, Camille destruía suas obras e depois sumia por um tempo. Seu pai, até o fim da vida, a mantém financeiramente e tenta convencer seu filho, Paul, a interceder com sua mãe para que ela se aproxime de Camille, quem sabe ela não melhorasse. Mas a mãe da escultora continua irredutível, não desejava se relacionar com a filha. Assim que seu pai morre, Camille é internada pela família em um asilo.
Camille passa sua vida sendo preterida, primeiro por sua mãe e depois pelo amante. Sua mãe a teve um ano e três meses após a morte prematura de seu primeiro filho e não a queria pois esperava que nascesse um menino. Rodin nunca abandonou sua esposa para ficar com a escultora, não a assumindo como mulher. E decepciona seu pai ao se apaixonar por Rodin e abandonar sua carreira por causa dele. Camille, infeliz, fala em uma de suas cartas que deveria ter deixado esse trabalho e comprado vestidos, que o que ela fazia combinava com barbas e caras feias, não com uma mulher relativamente bem dotada pela natureza.
A escultora escreve para a mãe durante os trinta anos em que ficou no asilo, pedindo para que ela a tirasse de lá, mas a mãe proibe que o diretor a deixe sair de lá. Ao mesmo tempo que pede a sua mãe pra sair, culpabiliza Rodin por sua internação, preferindo a indiferença de Rodin à raiva de sua mãe. Camille continua internada e sem esculpir até sua morte.

A escultora foi culpabilizada por sua mãe e pela sociedade artística por não ser homem, vivendo no preconceito e na sombra de um amante que não a via como uma artista talentosa, Rodin a via no máximo como uma ajudante ou uma musa, nunca como uma colega de trabalho. Também foi o machismo que a afastou de seu pai e irmão, que não aceitavam que ela fosse amante de Rodin. Uma artista brilhante que foi pouco conhecida por sua capacidade e talento, tendo fama apenas de louca e amante de um artista que era machista e mulherengo.


Saiba mais sobre a artista:

Filme

Camille Claudel, Bruno Nuytten, 1989;
Livros
DELBÉE, Anne, Camille Claudel: uma mulher, São Paulo: Martins Fontes, 1988.
WAHBA, Liliana Liviano, Camille Claudel: criação e loucura, Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2002.
ROCHA, Ana Maria Martins Lino, Escolha da paixão: uma análise do romance entre Camille Claudel e Auguste Rodin à luz da psicanálise, São Paulo: Vetor, 2001.


terça-feira, 19 de abril de 2011

Ser bissexual não é fácil!

  • "Ah, mas você gosta de mulher, então é lésbica?"
  • "Como assim? Você fica com homens, então você é enrustida?"
  • "Mas você não deve ser fiel, afinal, se namora um homem sente falta de mulher, se namora mulher sente falta de homem."

Essas frases são muito comuns quando alguém fala que é bissexual. Essas frases preconceituosas, muitas vezes destiladas por pessoas heterossexuais e homossexuais. Existe uma visão solidifcada de bissexuais, de homens e mulheres promíscuos, que não conseguem se manter em um relacionamento fixo. As vezes também encontramos com homens heterossexuais que acreditam que mulheres bissexuais são fáceis e irão satisfazer suas fantasias relacionadas a sexo a três. Muitos gays e lésbicas acreditam que a aceitação de um@ bissexual é mais fácil que de um@ homossexual, afinal, podem ter suas experiências com pessoas do mesmo sexo e viver bem no meio "normal" mantendo um relacionamento com alguém do sexo oposto.
Muitas gente precisa entender a diferença entre quem mantém sua homossexualidade escondida e quem se sentem atraídos por ambos os sexos. Também precisamos entender que ser poliamorista não é ser bissexual, existem heterossexuais poliamoristas, homossexuais poliamoristas e bissexuais poliamoristas. Um bissexual pode sim se relacionar por anos a fio ou décadas com uma única pessoa.
No momento em que criam essas mentalidades sobre bissexuais, criamos um preconceito que nos faz praticamente invisíveis aos olhos da sociedade, somos objeto de fetiche, homossexuais enrustidos, mas não se consegue aceitar a idéia de que temos uma sexualidade diferenciada dos homossexuais e heterossexuais. Quando não entendemos alguma coisa é mais fácil simplesmente ignorar.

Em cima do muro?
Se uma lésbica se sente atraída por mulheres e uma hetero se sente atraída por homens, uma bissexual é o meio termo entre as duas, certo? Errado! Bissexualidade é uma orientação sexual diferenciada, não estamos em cima do muro, nem indecis@s. É difícil explicar nossa orientação para pessoas que vivem com uma idéia binária de atração, um ou outro, não existe um E outro!
Bissexuais não levam o namorad@ do sexo oposto pra jantar com a família e vai para o fervo pegar pessoas do mesmo sexo. Bissexuais desejam amar pessoas do mesmo sexo sem ser chamad@ de "ex-gay" quando terminar o namoro anterior e começar um novo namoro com uma pessoa do sexo oposto.
Existem pessoas que se atraem por mulheres, tem pessoas que se atraem por homens e também tem pessoas que amam independente do gênero do seu parceiro! E não é porque eu não diferencio o gênero que eu "pego qualquer um", eu também escolho parceir@s que me atraiam. Também tenho preferências, existem pessoas que me chamam atenção e outras que não me interessam, também sou exigente e escolho a dedo meus parceir@s.
Nós, bissexuais, somos normais, respiramos, amamos, comemos, descomemos e desejamos ser respeitados como qualquer heterossexual ou homossexual. Então, por favor, quando for falar da gente não nos chame de enrustid@s, indecis@s ou promíscu@s. Aprenda a lidar com a diferença! Precisamos parar de julgar o que não conhecemos, intolerância machuca, magoa e faz mal a saúde.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Casamento

Lendo posts e twittes na net, fiquei me perguntando, "com tanta mulher que não quer casar porque ainda ouço a frase clichê que 'toda mulher deseja casar na igreja'?"

"Casamento é o sonho de toda mulher" dizem por aí. Mas acredito que não perguntaram a todas as mulheres sobre seus reais sonhos. Acho que o sonho de toda mulher é ser feliz como desejar, seja casando na igreja, casando no civil, juntando as escovas de dentes, namorando ou ficando solteira para sempre.
O machismo nos ensina que somos obrigadas a sonhar em casar, ter filhos e ficar para sempre com o marido. Esquecemos que o casamento foi criado como um contrato social, assim como o amor e a família, ele é apenas uma construção social. (não, eu não sou fria, sou apenas realista. E também não deixo de amar meu namorado ou minha mãe por pensar assim, só sei onde estou pisando)
Não critico quem sonha em casar, acho que todos devem ser felizes como desejam, mas não tentem enfiar goela abaixo de muitas mulheres esse clichê de que todas sonham em se casar, se alguma mulher diz que não ou é porque está fingindo ou falando da boca para fora.
Conheço mulheres, que já passaram da "época de casar", que estão felizes e solteiras, eu desejo ficar para sempre com meu amor, mas não quero festança em igreja e frescuras do tipo e conheço mulheres que sonham de verdade com toda aquela pompa de casamento em igreja e festa.
Como sou feminista, acho justo que cada mulher sonhe e deseje com o que quiser, sem imposição da sociedade.
Casar não é obrigação de nenhuma pessoa, constituir família é opção, ninguém tem o direito de forçar ninguém a nada, muito menos a uma coisa tão séria como essa.
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